
|
|
|
|

|
|

|
|

|
|
|
|
|
|
|
|
|
|

Nos Calores Da Lareira
Te vejo nua nos calores da lareira,
alvas pétalas caídas sobre a tua esteira,
antes, flores na tarde dos pomares...
Nua tal como uma verdade derradeira...
Inspiras minha filosofia caseira
como uma rosa clara a paz dos lares.
Embriago-me no teu perfume, de alma inteira,
nas tuas mãos brancas como a flor de laranjeira
ou como as frescas flores dos altares.
E tenho alguém, que ao fim talvez também me queira,
num romance feliz por trás desta soleira,
uma historia de fins elementares;
tenho o teu corpo, a tua lisa cabeleira,
os teus gestos, a tua boca... – Por inteira,
eu que só tinha sonhos, sombras e luares...
- Amanhã serão versos, rimas e cantares!
