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Soneto
Sei que me chamas. Nada mais me importa,
além do gesto leve da tua mão,
aberta a tua silenciosa porta
como uma asa suave no verão...
A palavra, num beijo, se entrecorta,
libertos os botões do teu roupão...
Teu corpo nos meus braços se conforta,
morrendo nas janelas o clarão...
O tempo desenrola, imorredouro...
Não sei que alvorada ou sol vindouro
esperam nossas vestes sobre o chão...
Depois, que restará ? – Um olhar silente...
Uma nuvem frizando o azul do poente...
– Ora o teu rosto... Um beijo... Um coração...
