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http://naluspace.blogspot.com/
http://caminhantes2.blog.uol.com.br

Balada Medieval
Bebo em tua boca amada,
a minha fonte,
eu que fitava de alma desgastada
o horizonte.
Vivo, vivo, vivo
no perfume das tuas mãos
miraculosas,
eu que esfolhei por sobre tantos chãos
as minhas rosas.
Sonho, sonho, sonho...
Tenho em teu olhar sereno
essas razões,
eu que perseguia sempre, no chão pleno,
as ilusões.
Creio, creio... Creio,
quando a tua imagem roda,
em tua presença;
eu que vendia como um Judas, toda
a minha crença.
Morro, morro, morro,
agora, sobre a tua cama
alva, mas fria;
eu que já morria em minha própria trama,
a cada dia.
