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Pausa
Pela luz dos teus olhos singulares;
e as flores que o teu cântaro derrama...
Teu beijo como o orvalho dos pomares
e a morna suavidade ao pé da chama...
Por teu sorriso diante aos meus cantares,
pelo incenso que aos teus lábios se inflama,
pela carícia das tuas mãos em pares,
que no crepúsculo já me reclama,
eu agradeço a Deus... Pelos momentos
que a tua voz suave me conforta...
Por tua sombra, também, nos aposentos,
pela noite que a janela recorta.
Eu agradeço até pelos tormentos...
Até à luz calorosa da tua porta!
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