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DEVANEIO
Quem sabe, no final de algum caminho,
perto de um bosque onde a água nascente floresce...
Poeira de cristal, luz, torvelinho,
asas subindo como uma prece...
Passando-se um canteiro que viceja
e um relance dourado de sutis abelhas,
um tórrido pinheiro que despeja
fímbrias secas nas úmidas telhas,
além, bem para além de uma cancela,
onde um pilar antigo em rosas se decora,
uma varanda abrindo-se, singela,
uma parede azul que descora...
Um linho axadrezado de vermelho...
Uma bandeja posta com néctar de pêra...
... Quem sabe... Nua... Diante de um espelho,
uma mulher sozinha me espera?...
